Portugal e Brasil na Colóquio-Letras

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Maio-Agosto 2012
2020


O novo número da Colóquio-Letras, edição Maio-Agosto, associa-se às comemorações do ano Portugal/Brasil, dedicando o seu tema inicial a aspetos da literatura de ambos os países, tanto na poesia como na ficção, sobretudo contemporânea. Saulo Neiva aborda os diálogos de Os Lusíadas e a épica brasileira contemporânea; Sofia de Sousa Silva escreve sobre arte e artesanato em Mário de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Sophia de Mello Breyner; Iumna Maria Simon contextualiza aquilo que considera ser uma retradicionalização «frívola» na poesia brasileira.
Ainda no âmbito desta temática, Vera Bastazin reflete sobre a contaminação possível entre Hilda Hilst e Luís Miguel Nava, Ana Marques Gastão assina um artigo sobre «Clarice Lispector ou a autoentrevista» e Isabel Pires de Lima relaciona a obra de Fernanda Botelho e Nélida Pinõn com a Xerazade. Clarisse Fukelman detém-se, por outro lado, sobre a literatura de autoria feminina no Brasil, confinando-se a romancistas reveladas a partir da década de 90.
Haverá também neste número espaço para evocar Benedito Nunes, pensador e ensaísta brasileiro recentemente falecido, num texto de Kenneth David Jackson. De Alberto Lacerda revelar-se-á, em texto de Luís Amorim de Sousa, a correspondência trocada com poetas brasileiros a exemplo de Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Murilo Mendes, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto ou Haroldo Campos.
Obras de Eduardo Lourenço, Manuel Gusmão, Agostinho da Silva ou Yves Bonnefoy são alvo de recensões mais extensas, publicadas em «Notas & Comentários», respetivamente por António Marques, António Carlos Cortez, António Cândido Franco e Fabio Scotto. Revelam-se nesta edição, inéditos de Maria Alzira Seixo, Marco Lucchesi e Helena Carvalhão Buescu. A crónica é de autoria do escritor cabo-verdiano Germano Almeida e os desenhos, da série «Insetos e Insetas», são de Fernando Lemos.

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