Iconicidade, contexto e intervenções patrimoniais: qualidades comunicativas e expositivas dos Museus

nova pagina
2020
Autores:
Rui Barreiros Duarte
Arquitecto, Professor Catedrático da FA/UTL – Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa

Ana Paula Pinheiro
Arquitecta


Resumo
Os museus são os depositários de fragmentos de memórias duma cultura. Focando temas específicos e de acordo as circunstâncias e os lugares, os museus têm vindo a adquirir um estatuto de divulgação patrimonial e de interacção com o público cada vez maior, tirando partido das novas tecnologias e da complexidade de funções que incorporam, muito distantes dos programas iniciais.
Quer surjam como ícones ou com enquadramentos contextualizados, eles redefinem usos urbanos criando polaridades culturais diversificadas que dão competitividade às cidades. Daí a multiplicidade de estratégias que cada vez mais importa identificar, e que naturalmente constituem “livros abertos” que na contemporaneidade articulam discursos integrados que envolvem a arquitectura e o espaço adjacente, as exposições, os acontecimentos culturais e actividades de extensão.
Sob estas vertentes, a visualidade dos museus tira partido do modo de expor, das qualidades comunicativas que envolve o público de todas as idades para que as questões de identidade se sedimentem duma forma natural e profunda.
Icon, context and patrimonial interventions: communicative qualities and narratives of the Museums.

Clique aqui para ler o artigo [pdf].








Abstract
Museums become the depositories of fragments of different memories of a certain culture, overlapping them in one space. Focusing on specific themes and according to circumstances and places, museums have been acquiring an explicit status increasing the patrimonial disclosure and interaction with the public, taking advantage of new technologies and their complexity of functions incorporated, in many more layers, than those suggested by the initial programs.
Whether they emerge as icons or with a certain contextualized background, they redefine urban uses, creating diversified cultural polarities that place the cities in a competitive market. From this, results a multitude of strategies that become even more important to identify and comprehend, and that naturally become like ‘’open books’’; contemporarily these strategies articulate integrated discourses that surround the architecture and the adjacent space, the expositions, the cultural events and the extension activities.
Under these themes and concerns, the visibility of the museums takes advantage of the different ways of exposure involving the public, no matter the age, so that the identity issues underlying the process and the project can take its roots in a natural and profound way.