Rituais urbanos de despedida: reflexões sobre procedimentos de demolição e práticas de colecionamento

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2020
Alberto Goyena

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia – IFCS/UFRJ. Orientando do Prof. José Reginaldo Santos Gonçalves e Bolsista da CAPES.

E-mail: goyena@ufrj.br


Resumo

Por mais paradoxal que isto possa parecer, meu interesse por técnicas e rituais de demolição de construções arquitetônicas é um desdobramento de estudos sobre patrimônios culturais, coleções e formas de exposição museográficas. Partindo da hipótese de que talvez seja rentável, para pensar acerca da noção de "patrimônio", trazer para o centro do debate a idéia de "demolição", apresento nesta comunicação algumas considerações de uma pesquisa antropológica sobre edifícios que tiveram de ser negados para que novas construções possam ter sido erguidas. Para tal, ponho em contraste e comparo os procedimentos de uma equipe de demolição com as práticas de uma confraria de colecionadores de fotografias do Rio Antigo.

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Abstract

However paradoxical it may seem, my interest in techniques and rituals of architectural demolition is an outgrowth of studies on cultural heritage, collections, and forms of museographic exhibitions. I here assume that it could be useful, when thinking about the concept of "heritage", to bring to the center of the debate the idea of "demolition". Therefore, I seek to present in this paper some considerations of an anthropological research on buildings that had to be negated so as that new ones could be built. To do so, I here compare and contrast the procedures of a demolition team to the practices of a fellowship of Old Rio photographs collectors.
"Destruction does not suffice – any more than does preservation – to guarantee permanence. But it can contribute to it, and this is enough to challenge the equation between destruction and oblivion and to justify a theoretical distinction between memory and material survival" Dario Gamboni