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2020
A socialização do conhecimento e a troca mundializada de informações anunciaram, desde meados do século XX, grandes transformações socioespaciais e, conseqüentemente, culturais. A promoção das atividades do setor cultural - marcos principais das ações do Estado neste início do século XXI - passou a ser demasiadamente priorizada, e, portanto, os recursos aplicados em museus e centros culturais intentaram garantir o desenvolvimento econômico de algumas cidades. Nesta perspectiva, o campo cultural gerou empregos e recuperou espaços urbanos que se encontravam em decadência física. As áreas centrais e periféricas das cidades tornaram-se objetos de qualificação simbólica e, de modo especial, as funções originais de edifícios históricos foram transformadas. Por outro lado, novas instituições culturais tornaram real o acesso às diferentes formas de cultura. Enfim, as mudanças conceituais e operacionais dos museus enfatizaram a dimensão humana e a função social destes, induzindo a participação dos diferentes grupos e reconhecendo, de modo amplo, a importância dos indivíduos.

Em tal contexto, o 2° Seminário Internacional Museografia e Arquitetura de Museus trata dos temas Identidades e Comunicação na perspectiva de discutir as abordagens atuais das arquiteturas mais imagéticas das grandes e pequenas cidades. E, ao considerar que os novos espaços culturais e os novos lugares de memória são atos arquitetônicos
contestadores de padrões superados, recupera expressões originais e problematiza tendências museográficas da atualidade.

A comemoração das seis décadas e meia da fundação da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio de Janeiro também motivou a discussão das matérias e significados que os museus imprimem às cidades e ao patrimônio. As publicações de produtos e resultados do Seminário registram as idéias expostas e discutidas em palestras, mesas-redondas e sessões temáticas. No livro, encontram-se artigos de palestrantes que foram enviados em tempo de serem assim publicados. No CDRom estão gravados os trabalhos completos dos participantes das sessões temáticas, os quais foram selecionados e produzidos por pesquisadores, professores e estudantes europeus e de várias regiões do Brasil.

As pessoas e instituições que colaboraram de diferentes formas para a realização deste encontro são muitas e agradecemos a todas estas. A diretora da FAU Denise Barcellos Pinheiro Machado foi incentivadora essencial e, portanto, aqui representa aqueles que trabalharam para o eficaz desenvolvimento dos objetivos desse encontro de estudiosos da cidade e dos museus urbanos e públicos.

Cêça Guimaraens, arquiteta
Professora Associada da UFRJ