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2018
1. Utopias Locais e Contra-cultura
O conceito de sustentabilidade, na sua mais recente versão, é certamente cúmplice daquilo a que poderemos chamar o “regionalismo absoluto”. São as implicações (de toda a ordem, inclusivamente a cultural) da adopção destes novos modos de uso do território que interessa avaliar.

2. Para que serve o dinheiro?
O dinheiro é protagonista das mudanças através das quais as sociedades alteram ou mantêm um certo tipo de apropriação do território. Nas suas diferentes escalas e na repartição de tarefas que permitem cumprir a quase totalidade dos ciclos vitais e dos processos económicos, caracterizando as diferentes comunidades, o dinheiro é o único veículo com uma dupla natureza aparentemente contraditória: abstracta e ao mesmo tempo concreta.

3. Urbanismo e Antropologia
Sem a perspectiva antropológica que, de algum modo, acaba sempre por repor a escala humana em todas as conceptualizações do espaço, o Urbanismo torna-se uma mera abstracção do espaço da vida que, assim, pode ficar reduzido a um desenho. Qual? O desenho de um desejo de ordem.

4. Propriedade: entre a natureza e o artifício
A Paisagem resulta da artificialização da natureza pelo homem. Uma intervenção equilibrada que não seja lesiva da natureza ou da cultura exige um esforço de compreensão do seu funcionamento e o reconhecimento de que esta compreensão será sempre limitada e insuficiente. O conceito de posse da terra constitui um factor limitativo de políticas sustentáveis que deve ser encarado seriamente na sua dimensão.

5. Planeamento ou desregulação?
Planear ou “laissez faire” tem sido um debate subjacente a todas as políticas de intervenção do Estado na ocupação do território. Qual é a medida “certa” entre estes dois extremos?

6. Economias paralelas e oblíquas
Se quando falamos em economia queremos significar a lógica de trocas entre sistemas de produção e sistemas de consumo, que passam sempre pela distribuição e divulgação daquilo que é produzido, permitindo, por outro lado, àquele que consome reforçar, pelo consumo, o seu estatuto no arranjo societário (num espaço e num tempo determinados), é necessário não esquecer que o juízo da lei vai sancionar em definitivo a legitimidade dessas trocas. Daí a possibilidade de distinção tipológica das manifestações do fenómeno económico.

7. Ética e Estética do Território
O estudo do(s) territórios(s) cai necessariamente na esfera de um questionamento valorativo. Por um lado, na alternativa entre a moralidade da ordem objectiva do mundo e as opções da ética subjectiva na esfera do agir.  Mas também a valoração estética, que procura actualmente libertar-se das oscilações do gosto pessoal e reconhecer a objectividade da Beleza (ordem) natural, se vê confrontada com a omnipresença da desordem, sendo por isso solicitada a diagnosticar os elementos negativos na permanente degradação dos territórios enquanto bens comuns.