ApresentaĆ§Ć£o

nova pagina
2018
A Arquitetura é a marca definitiva da ação do homem sobre o ambiente. Ela torna-se, sem dúvida, o recetáculo privilegiado de um tempo significativo: como memória viva das culturas que a produziram, celebra os acontecimentos e as instituições importantes e, ao mesmo tempo, traduz uma visão do cosmos que impõe ao espaço indiferenciado a ordem humana traduzida por um modo específico de estar e de ser. Essa é a maneira do espaço do homem se diferenciar do espaço "natural". Mas, se a Arquitetura fornece ao homem lugares de residência que definem um habitat artificial, um ambiente humanizado que serve de palco à sua vida quotidiana, é certamente na expressão arquitetónica de uma região ou de um modo de construir ligado a uma economia que poderemos distinguir as suas manifestações mais genuínas.

E, assim, essa manifestação, que surge sempre vinculada a um espaço real e àquelas condições de sobrevivência dependendo sobretudo de uma apropriação culturalizada desse espaço, torna-se o testemunho vivo de uma maneira de estar no mundo específica.

Por tudo isto, justificar-se-á sempre olharmos detidamente para as “arquiteturas do mar”, como resultado de uma fixação ribeirinha, as “arquiteturas da terra”, como origem de toda a atividade construtiva e as “arquiteturas do ar”, como sonho babélico da capacidade empreendedora humana.